Biografia


Freddie Mercury nasceu a 5 de Setembro de 1946 em Zanzibar, foi baptizado com o nome Farookh Bulsara. Os seus pais eram britânicos (o pai era diplomata) e com eles viveu em Bombaim, na Índia até aos treze anos, idade com que vai para Inglaterra. Matricula-se no Ealing College Of Art em Londres, onde se forma em Arte e Design. Freddie dotado de uma enorme sensibilidade artística, começa-se a interessar pela música Pop. Fez as suas primeiras composições em grupos como Sour Milk Sea e Wreckage.

Freddie teve como colega no Ealing College, Tim Staffel, um baixista que tinha uma banda chamada Smile. Um dia Tim leva Freddie a um dos ensaios dos Smile, e conhece Brian May e Roger Taylor (futuros membros dos Queen). May e Taylor andavam insatisfeitos e acabam por abandonar o projecto Smile. Predispuseram-se a formar uma banda com Freddie. Durante o ano de 1970 ensaiaram e compuseram. A necessidade de encontrarem um baixista que se adaptasse ao grupo levou-os a experimentarem seis baixistas num curto período de tempo, até que  conseguiram dar com John Deacon . A banda estava formada, Freddie dá-lhe o nome de Queen e desenha o que será o logotipo do grupo, inspirando-se nos signos do zodíaco dos 4 elementos.

“Bohemian Rhapsody”, 1975

Os primeiros dois álbuns da banda (Queen I e II) não têm o sucesso desejado, apesar de terem agarrado de imediato alguns seguidores fieis. Só em 1974 o mundo conhece os Queen com “Killer Queen”, mas a grande reconhecimento vem com “Bohemian Rhapsody” que alcança o número um nos tops, e inspira o primeiro vídeo musical da história. A partir deste momento  foi um somar de grandes êxitos mundiais sem interrupções, desde o hino “We Are The Champions”, ao poderoso “We Will Rock You” ou ainda o estilo soul de “Another One Bites The Dust”. Os Queen atingem o sucesso em vários estilos musicais.

“News Of The World” 1977

 

The Game,  1980

Em 1981 fazem a primeira digressão na América do Sul,  dão concertos nos maiores estádios de futebol. São apelidados de “loucos”, até àquela época, nunca uma banda de rock se tinha atrevido a fazer uma digressão com actuações exclusivamente em estádios. Conseguem reunir  mais de meio milhão de fãs em sete concertos.

Estádio do Morumbi, São Paulo, 1981

Em 1985 considerados já uma lenda  e com mais de 80 milhões de discos vendidos, Freddie edita o seu primeiro trabalho a solo, “Mr Bad Guy”. Neste mesmo ano, os Queen participam em dois grandes eventos: no Rock In Rio onde são a atracção principal dando duas actuações para 250 mil pessoas; no concerto de solidariedade Live Aid levam ao êxtase o estádio de Wembley, sendo considerada a banda do dia pelo organizador Bob Geldof. Fazem a última  digressão em 1986 promovendo o álbum “A Kind Of Magic” que também serve de banda sonora ao filme “Duelo Imortal”. Actuaram em Budapeste dando o primeiro concerto de uma grande banda de rock no bloco de leste, levando ao rubro uma multidão sedenta por emoções fortes, e mais dois memoráveis concertos  em Wembley. Knebworth Park é o cenário escolhido para o maior concerto realizado na Europa, 150 mil fãs tiveram a oportunidade de assistir ao último concerto da digressão e também dos Queen.

“The Works”, 1984

 

“Who Wants To Live Forever” 1986

Em 1988 Freddie surpreende os fãs fazendo um álbum  com Montserrat Cabelle, “Barcelona” é o seu título e dá origem ao tema dos jogos olímpicos de 1992. Nestes anos Freddie raramente aparece publicamente, correm os primeiros rumores que pode estar a sofrer de uma doença grave. É lançado “The Miracle” mas não são anunciados concertos, segue-se Innuendo, último álbum a ser editado durante a vida de Freddie. Nos  videoclips deste período Freddie aparece extremamente magro e debilitado. Despede-se dos fãs  em “Thease Are The Days Of Our Lives” que é a sua última aparição em vídeo. Anuncia que sofre de SIDA a 23 de Novembro de 1991,  partindo em paz no dia seguinte.

“The Miracle”, 1989

 

“I Want It All”, 1989

Em 1995 é editado “Made In Heaven” álbum que reúne os últimos registos musicais de Freddie, consagrando uma carreira brilhante de um dos homens mais talentosos do nosso tempo. A sua voz e as emocionantes performances em palco, ficaram para sempre gravadas na memória  de todos, não só dos que o amaram mas também nos que o odiaram. A sua música foi uma referência para os seus contemporâneos e acredito que serão muitas as gerações vindouras que hão-de ouvir e amar Freddie Mercury.

 
 
 
 
“Thease Are The Days Of Our Lives”, 1991

 


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